2009 começou em um vôo para Milão e vai terminar na Bahia. Foi o ano em que ganhamos a Gaga, em que eu teoricamente comecei a virar doutor, em que Kate ganhou o Oscar e no qual tivemos o prazer de descobrir o escapismo de Glee. Foi um ano bom. Foi um ano em que o sexto episódio da terceira temporada de Big Love me causou arrepios, foi o ano em que George faleceu em Grey´s Anatomy e foi o ano em que Circus Negro me levou pras ruas de Porto Alegre, São Paulo e Angra. 2009 separou meu amado casal de Mad Men, foi o ano em que vimos todos lucrar com a ida de Michael, foi o Ano em que eu vi Café Muller e que me deu dez dias de aula com Josette Feral. Não terminou, mas já está indo. E esse post tardio é fruto das palavras abaixo, que não cabem no facebook e que eu não posso esquecer:
i carry your heart with me by e. e. cummings
i carry your heart with me (i carry it in my heart) i am never without it (anywhere i go you go, my dear; and whatever is done by only me is your doing, my darling) i fear no fate (for you are my fate, my sweet) i want no world (for beautiful you are my world, my true) and it's you are whatever a moon has always meant and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows (here is the root of the root and the bud of the bud and the sky of the sky of a tree called life; which grows higher than soul can hope or mind can hide) and this is the wonder that's keeping the stars apart
Daqui, o mundo parece menor. Dormindo em um sofá, pegando a maior malha de metrô da europa e aquecido na companhia de amigos distantes e queridos. Lat traviatta, Bob Wilson e campo de guerra. Derliner Ensemble, VolksBuhne, o melhor teatro do mundo. Pergamun Museu e o templo que nao se vê na Grécia. A casa de Brecht que eu vou visitar ainda hoje. O túmulo de Brecht que o teatro carrega consigo e o Mau treinando seu solo de clarineta. Eu e a Gabi, bem, é o reencontro das águas! Lágrimas, gritos e já com saudades! Deles que vao ficar aqui e dos que estäo longe!
Enquanto a ilha se despede da Terra e aguarda sua transformação na Nova Atlândida submersa, os que tentam se secar acabam com as possibilidades de drenagem do mundo. A capacidade desse céu em produzir água é equivalente ao do Sudeste Asiático, no auge do período das monções. Eu me entedio. Eu me irrito. Eu não suporto mais andar de guarda-chuva. Eu não aguento ter preguiça de ver meus amigos. Eu não tolero ter de ficar preocupado com meu penteado. Eu não sei como fazer para respirar no meu quarto mofado. Eu não sei dar bom dia para a colméia de champignons que brota na minha janela. Eu não quero mais empurrar mimha cama. Eu não quero mais carregar baldes de água. Eu preciso secar!
E não é que House M.D. continua surpreendente, e já na quinta temporada? Se nas duas primeiras o que sustentava a série era a interpretação de Hugh Laurie como o personagem mais mau-humorado, grosseirão, misógino e politicamente incorreto da tevê, nas quartas e quintas o que tem dado o tom são as relações entre os personagens. Pra se ter uma idéia, no mesmo episódio, o quinto da temporada, descobrimos que "13" é lésbica e está elaborando sua doença com muito sexo lésbico. Logo depois ela é demitida e no fim do episódio, vemos Cuddie e Wilson comprando um bercinho. Ela vai adotar um bebê, o que deixa House com a pulga atrás da orelha. É a série ganhando fôlego pra se manter no topo das mais assistidas nas tevês americanas e brasileira...
Hoje anunciaram que a temporada de Spring Awakening, musical baseado na peça que eu amo, O Despertar da Primavera, de Frank Wedekind, vai deixar de ser apresentado em fevereiro.
Mais um que eu não vou assistir.
Será que Wicked sobrevive até que eu possa ir a seu encontro na Broadway?
MELCHIOR There’s a moment you know…you’re fucked – Not an inch more room to self-destruct No more move – oh yeah, the dead-end zone Man, you just can’t call your soul your own
OTTO (Spoken) But the thing that makes you really jump Is that the weirdest shit is still to come You can ask yourself: “Hey, what have I done?” You’re just a fly – the little guys, they kill for fun
GEORG Man, you’re fucked if you just freeze up Can’t do that thing – that keeping still
HANSCHEN But, you’re fucked if you speak your mind
GEORG, HANSECHEN & OTTO And you know – uh huh – you will
ALL Yeah, you’re fucked all right – and all for spite You can kiss your sorry ass goodbye Totally fucked – will they mess you up? Well you know they’re gonna try
MELCHIOR Disappear – yeah, well, you wanna try Wanna bundle up into some big ass lie Long enough for them to all just quit Long enough for you to get out of it
ALL Yeah, you’re fucked all right – and all for spite You can kiss your sorry ass goodbye Totally fucked – will they mess you up? Well you know they’re gonna try
Yeah, you’re fucked all right – and all for spite You can kiss your sorry ass goodbye Totally fucked – will they mess you up? Well you know they’re gonna try
Em Weeds, cuja quarta temporada acabou de acabar nos EUA, uma mãe de família recém-enviuvada acaba encontrando uma alternativa para o abalo econômico provocado pela morte de seu amado marido: tráfico de drogas. Maconha, claro, pois algo mais pesado levaria a personagens seriamente viciados e o clima desta comédia de humor negro talvez ficasse pesado demais.
O que impressiona é que a série ganha mais qualidade a cada temporada, conseguindo estabelecer conexões muito engraçadas entre seu universo e aspectos mais amplos da política e da vida americanas. É assim que são tratados temas como a eutanásia, as eleições, a imigração ilegal de mexicanos, câncer e, claro, a corrupção endêmica de sociedades ditas "de vigilância".
Encabeçando o elenco está Mary Louise Parker, que basicamente reina. Sua construção é muito sutil, o que dá muita credibilidade às variações loucas de humor e status de sua personagem. Sem falar que sua beleza é impressionante.Tem também a maravilhosa Elizabeth Perkins, que faz a melhor amiga, e de vez em quando a melhor inimiga. É uma figura ácida, de quem aprendemos a gostar aos poucos, por seu mau-humor e lucidez. Do elenco masculino, Justin Kirk se destaca, como o cunhado sem-noção e cheio de amor pela família.
Esperemos o que vem na quinta temporada. Eles devem estar ansiosos pelos resultados da eleição por lá. DE quem falarão mal: do negro mais branco da história ou do vovô-que-sobreviveu-ao-Vietnã??